03/07/2017

E nós ganhamos! Repórter do Futuro recebe "Prêmio Abraji de Contribuição ao Jornalismo"

Nesta quarta edição, os homenageados fomos nós!

Sérgio Gomes, ao lado de amigos e representantes das instituições apoiadoras do Repórter do Futuro. Foto: Alice Vergueiro.
Por Cristiane Paião e  Ruam Oliveira

A cerimônia foi realizada na tarde desta quinta-feira (29) durante o 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji. Para manter a "tradição", "Sérjão", como é conhecido pelos amigos, se negou a receber o prêmio sozinho. “Isso não é só para mim, mas para muito mais gente, é para o projeto Repórter do Futuro” afirmou, convocando os colegas que estavam na plateia para agradecer pelos mais de 20 anos da iniciativa que já contribuiu para a formação complementar de aproximadamente 800 estudantes de jornalismo.

02/07/2017

Como rastrear recursos desviados em fraudes?

No 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, Henrique Forssell, representante brasileiro da FraudNet (rede internacional de combate à corrupção e crimes financeiros ligada à Câmara de Comércio Internacional) deu dicas para os jornalistas rastrearem recursos desviados em fraudes. Confira na entrevista: 

Assista ao documentário "Carlos Wagner: o repórter na estrada", exibido na sessão solene do 12º Congresso da Abraji


Em 2017, a tradicional homenagem da Abraji à um jornalista, pelo conjunto de sua obra, foi dedicada a Carlos Wagner que se dedicou à carreira de repórter "da estrada", como gosta de destacar, no jornal Zero Hora, de Porto Alegre. 

Assista aqui ao vídeo exibido nesta quinta-feira (29) na cerimônia realizada no 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji e se apaixone você também por este "intrépido" gaúcho.

01/07/2017

Jornalismo de qualidade em pauta no 12º Congresso da Abraji

Em três dias intensos, jornalistas, estudantes e especialistas brasileiros e de vários outros países trocaram experiências sobre fontes, acesso a dados, matérias especiais e bastidores de reportagens investigativas

Foto: Alice Vergueiro.
Por Milena Buarque

No 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, cerca de 70 painéis, com mais de 150 palestrantes, trataram dos mais variados temas: de jornalismo de dados à cobertura de crises humanitárias, passando por gênero no jornalismo, whistleblowing, técnicas de investigação de empresas, entre outros assuntos.

Repórteres relatam desafio de cobrir transgêneros sem estereótipos

Renata Ceribelli e Bruno Della Latta falam sobre a série “Quem Sou Eu?”, inspirada na história de Alice no País das Maravilhas

Renata Ceribelli e Bruno Della Latta (TV Globo) em painel sobre o especial a respeito de transgêneros. Foto: Alice Vergueiro.
Por Pâmela Ellen

Retratar a realidade da população trans para além da violência, baixa expectativa de vida e questões relativas à sexualidade foi o desafio assumido pelos repórteres Renata Ceribelli e Bruno Della Latta. A dupla buscava uma temática que pudesse atingir o público mais velho e conservador, que não está no ambiente da internet, e viu então a possibilidade de contar múltiplas histórias sobre quem são e como se sentem os transgêneros no Brasil. 

Para editor do Washington Post, jornalismo de qualidade é essencial para manter democracia viva

Martin Baron veio ao Brasil para debater democracia, jornalismo e inovação

O editor-chefe do Washington Post falou sobre a mudança na configuração do jornal após o periódico ser comprado por Jeff Bezos, da Amazon. Foto: Alice Vergueiro

Por Caroline Oliveira e Matheus Moreira

“Estamos aqui para fazer nosso trabalho”. A fala é de Martin Baron, editor do jornal estadunidense Washington Post, que encerrou o ciclo de palestras e laboratórios do 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji. O jornal que edita desde 2013 carrega o peso simbólico do slogan que deu nome à mesa nesse 1 de julho: A democracia morre na escuridão.  

O que acontece quando informações privadas cercam os interesses públicos?

Para Marina Atoji, a busca por esses dados pode ser mais difícil do que parece
Marina Atoji (Abraji) em painel sobre acesso a informações provadas de interesse público. Foto: Alice Vergueiro.
Por Julia Martins

A Lei de Acesso à Informação (12.527/2011) regulamenta o direito constitucional de acesso às informações públicas, que por consequência, são de interesse da população. No entanto, ainda existem dúvidas sobre como coletar informações que, sendo de interesse público, estão relacionadas a instituições privadas.


Jornalista precisa descansar para fazer boa reportagem

Angelina Nunes, repórter e professora da ESPM, dá dicas para uma boa apuração
Angelina Nunes (Mulheres 50 mais/Abraji) fala sobre elementos de metodologia do jornalismo investigativo. Foto: Alice Vergueiro.
Por Sara Baptista

Indo contra o senso comum do exercício jornalístico, a repórter e professora Angelina Nunes afirma que momentos de descanso são essenciais para a apuração de reportagens investigativas, que exigem fôlego. Para ela, “as boas ideias você tem quando está relaxado”. 

Whistleblowing facilita contato direto entre fontes de denúncias e veículos de comunicação

Repórter da ESPN e co-editor da AWP discutem a apuração de denúncias feitas a partir do público e como usá-las em favor do jornalismo para investigar informações públicas

Gabriela Moreira (ESPN) em painel sobre quando o público é a fonte. Foto: Alice Vergueiro.

Por Nathalia Durval


Criar canais seguros para a troca de informações privadas de instituições é desafio para garantir a comunicação entre veículos e o público. Whistleblowing, algo como “soando o apito”, é o termo utilizado para definir a prática de expor qualquer tipo de informação privada de empresas, geralmente relatada por funcionários.

Especialistas discutem erros de jornalistas ao cobrir questões de gênero

Jornalistas, pesquisadores e autoridades participaram de painel do Congresso da Abraji neste sábado

Como contar histórias respeitando a identidade de gênero de fontes e personagens foi mote da discussão. Foto: Alice Vergueiro
Por Beatriz Sanz

O Brasil figura no topo do Mapa da Violência por LGBTFobia. De acordo com o levantamento, a cada 25 horas um homossexual é morto no país. Apesar de haver estes e outros dados alarmantes frequentemente estampando manchetes do noticiário, a história dessas pessoas raramente são abordadas em profundidade e é comum o cometimento de erros básicos na cobertura, concluem os especialistas que participaram de painel no 12° Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.

Direito de exercer a profissão de jornalista com liberdade é ameaçado em muitos países


Jornalistas muitas vezes podem ter sua liberdade de expressão e direitos de trabalho ou mesmo a própria vida ameaçada. Isso pode melhorar com a mudança da legislação nos países ou com a atuação da sociedade civil e de organizações.


A conversa aconteceu durante painel que tem como proposta a troca de experiências e contatos. Foto: Alice Vergueiro


Por Carolina Marcheti

Emmanuel Colombié é diretor do “Repórteres sem fronteiras”(RSF) na América Latina e sozinho conduziu a palestra “Segurança na profissão”, sobre a importância da proteção dos jornalistas pelos seus respectivos países, no último dia do 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Abraji. De acordo com ele, não há um sistema perfeito a ser implantado mas há locais onde a legislação é mais favorável. A Noruega por exemplo, é o país que mais defende os jornalistas.

Cineastas criticam cobertura do impeachment: “golpista e sensacionalista”

Anna Muylaert, Lô Politi e Maria Augusta Ramos revelam bastidores de documentários sobre destituição de Dilma Rousseff
Cineastas discutiram bastidores de documentários sobre impeachment de Dilma Rousseff. Foto: Alice Vergueiro
Por Luana Nunes, Maria Silvia Lemos e Sheyla Melo

Quatro documentários sobre o impeachment de Dilma Rousseff estão sendo produzidos neste momento, e as responsáveis por dois deles estiveram em uma mesa de debates no 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Abraji, neste sábado, 1. Anna Muylaert, Lô Politi e Maria Augusta Ramos revelaram detalhes sobre seus filmes e criticaram a atuação da imprensa no afastamento da presidenta.

Entenda os bastidores do furo da delação da JBS

Repórter de O Globo, que apurou reportagem com Lauro Jardim, conta como foram as três semanas antes da divulgação

"Nossa missão como jornalista é tirar a poeira debaixo do tapete", disse Guilherme Amado. Foto: Alice Vergueiro
Por Ana Paula Bimbati e Fidel Forato

No dia 17 de maio, às 19h15, o país parou. O assunto era o mesmo entre as pessoas. O jornal O Globo acabava de divulgar uma reportagem sobre a delação dos donos da JBS. Não era uma simples entrega. A matéria trazia, entre outros escândalos, que o presidente Michel Temer havia dado aval para comprar o silêncio de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara. 

Newsletters cedem espaço ao jornalismo

Painel do 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo trouxe a apresentação de dois modelos de reportagem que combatem o excesso de informação e as fake news das redes sociais

As newsletters deixaram de ser apenas recurso de empresa e marketing e viraram ferramenta essencial na difusão de conteúdo. Foto: Alice Vergueiro

Por Agnes Sofia Guimarães

Recurso muito utilizado em publicações empresariais e em marketing de conteúdo de empresas, a newsletter tem se transformado em ferramenta de produção de conteúdo jornalístico. Na palestra “Segredos da curadoria de conteúdo em newsletters”, que aconteceu neste 1º de julho, no 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, dois projetos nessa área foram apresentados pelos jornalistas Pedro Doria e Conrado Corsalette.

Jornalistas criam modelo de cooperativa após falência de jornal argentino


Autogestão e transparência nos negócios são pontos chave para o sucesso do Tiempo Argentino
Javier Borelli falou sobre o processo de assumir a direção do jornal e avaliou o primeiro ano desta experiência. Foto: Alice Vergueiro
Por Jeniffer Mendonça

Após a eleição de Mauricio Macri à presidência da Argentina, em 2015, a direção do periódico Tiempo Argentino deixou de pagar os salários aos trabalhadores e abandonou a empresa. Os jornalistas do veículo, então, decidiram tomar conta da redação e há um ano atuam organizados em uma cooperativa com cem profissionais.

“Faria tudo de novo”, afirma Janot sobre denúncia contra Temer

Procurador-Geral da República reiterou que a “caneta” ainda está em suas mãos até 17 de setembro, quando deixa o cargo

Rodrigo Janot, Procurador-Geral da República, durante painel no 12° Congresso da Abraji. Foto: Alice Vergueiro.
Por Matheus Moreira

Nas últimas semanas, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, protagonizou momentos críticos no âmbito político e penal das investigações decorrentes da Operação lava Jato, na denúncia feita contra o presidente da República Michel Temer. Ele também foi o principal articulador de acusações que levaram políticos do alto escalão à prisão, como Eduardo Cunha e o ex-tesoureiro do PT, Delcídio do Amaral. 

As lições do guru do jornalismo de dados: “É preciso tornar os números acessíveis à população”

Editor do Google News Lab, Simon Rogers destaca as possibilidades do jornalismo de dados e as inovações desse tipo de narrativa jornalística

Simon Rogers (Google News Lab) fala sobre as inovações em narrativas jornalísticas. Foto: Alice Vergueiro.
Por Ana Paula Bimbati

Dados, cruzamentos, contas e até equações complexas. Esses conceitos podem até não parecer pertencer ao mundo dos jornalistas, que, em alguns casos, fogem da matemática até hoje. Por mais difícil, os números são considerados ferramentas poderosas na hora de divulgar informações e na produção de pautas.  

Redações precisam ter mentalidade de startup, dizem especialistas

Em painel sobre mudanças nas redações digitais, editores de O Globo e Correio de Salvador destacaram suas medidas para renovar processos e ganhar fôlego no online

Juan Torres (Correio) fala em painel sobre mudanças na redação digital. Foto: Alice Vergueiro.
Por Karina Balan

Dizer que os jornais precisam adaptar seus modelos de negócio ao digital soa datado, mas muitas redações ainda engatinham para implementar processos compatíveis com os hábitos de consumo de informação no ambiente online. Em painel sobre as mudanças nos fluxos e cargos das redações no 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Abraji, neste sábado (1), as startups foram apontadas como uma boa fonte de inspiração para os veículos.


Jornalistas contam detalhes sobre os bastidores das grandes reportagens que produziram

Trabalhos jornalísticos de fôlego e que tiveram grande impacto com o público foram destacados no 12º Congresso da Abraji

Em painel, jornalistas contam os bastidores de suas reportagens. Foto: Alice Vergueiro.
Por Pâmela Ellen

Neste sábado, 1, jornalistas de diferentes veículos de comunicação e diversas regiões do Brasil compartilharam com o público do 12º Congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) os bastidores de grandes reportagens que fizeram.


Como se tornar um bom repórter fotográfico, segundo Marlene Bergamo e João Wainer

Um pouco de coragem, ‘cara de pau’ e respeito pelo fotografado fazem parte das dicas

Marlene Bergamo (Folha de S.Paulo) e João Wainer (documentarista) no painel "Profissão: Repórter Fotográfico". Foto: Alice Vergueiro.

Manter um olhar estrangeiro, ser “cara de pau” e adquirir experiência. Essas são as principais dicas dos fotógrafos que participaram da mesa “Profissão: Repórter Fotográfico”, durante o 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, neste sábado (1).


Nova plataforma promete facilidade na busca por dados do sistema prisional

Conectas e ASK-AR anunciam o projeto Carceirópolis, que será um banco de dados sobre as prisões brasileiras
Haydée Svab (ASK-AR) fala sobre como trabalhar com dados sobre sistema prisional. Foto: Alice Vergueiro.
Por Julia Martins

O projeto Carceirópolis busca organizar e disponibilizar os dados sobre o sistema prisional no Brasil. A iniciativa foi divulgada no laboratório “Onde encontrar e como interpretar dados do sistema prisional”, ministrado por Haydée Svab e Diego Rabatone, da ASK-AR (Analysis of Social Knowledge - Associated Researchers), e Laura Daudén, da Conectas Direitos Humanos, neste sábado, 1, durante o 12o Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Abraji.

Justiça apresenta novidade no acesso aos processos da Lava Jato

Facilidade de acesso e economia de recursos são resultados do sistema online da Justiça Federal do Paraná

Christianne Machiavelli (Justiça Federal) explica como acessar processos da Lava Jato. Foto: Alice Vergueiro.
Por Fidel Forato

Identificar e acessar processos é uma das grandes dificuldades da cobertura jornalística dentro do sistema jurídico. A exceção são os casos da Lava Jato, julgados em Curitiba. Como parte das ações de transparência, a Justiça Federal do Paraná iniciou, em 2009, o processo de digitalização dos seus processos e, hoje, as resoluções já são feitas online, numa mudança que gerou a economia de 1.200 toneladas de papel. Para explicar essas facilidades, a assessora de imprensa da instituição, Christianne Machiavelli, conversou sobre o tema no 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Abraji.

Livro-reportagem: território nobre e caminho espinhoso

Dificuldades financeiras, necessidade de conciliar as pesquisas com o trabalho nas redações e o exaustivo trabalho de investigação desafiam os jornalistas que se dedicam a essa empreitada 

Alan de Abreu (Diário da Região), Rubens Valente (Folha de S.Paulo) e Leandro Demori (Piauí/Abraji) em painel sobre a produção de livro-reportagem. Foto: Alice Vergueiro.
Por Jeniffer Mendonça

Premiações, renome na área e credibilidade são os resultados da produção de grandes reportagens de impacto social. Mas o caminho percorrido até o lançamento de livros está muito além do glamour, é o que apontaram os repórteres Allan Abreu, Leonardo Demori e Rubens Valente, no painel "Livro-reportagem: território nobre do jornalismo", neste sábado (1), durante o 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.

Obstáculos no acesso a dados públicos ainda é um desafio para o jornalismo investigativo

Apesar da existência da Lei de Acesso, órgãos oficiais dificultam a obtenção de informações públicas
IV Seminário de Pesquisa em Jornalismo Investigativo. Foto: Alice Vergueiro.
Por Thalita Archangelo

A Lei de Acesso à Informação e os portais da transparência são ferramentas públicas que podem facilitar muito o trabalho jornalístico. No entanto, os empecilhos criados pelas próprias instituições acabam frustrando esse exercício, tema de um dos principais debates do time de palestrantes do IV Seminário de Pesquisa em Jornalismo Investigativo.

30/06/2017

Fact checking é tema em seminário de jornalismo investigativo

Estudantes apresentam novo projeto de checagem de notícias durante 12º Congresso da Abraji

Diana Fernandes (UNB) apresenta pesquisa durante seminário do 12° Congresso da Abraji. Foto: Alice Vergueiro.
Por Pâmela Ellen

Inspirados pela experiência de checagem de informações das agências Lupa e Pública, alunos da Pontifícia Universidade Católica do Pará (PUC/PA) desenvolveram o projeto “Checking Mate”.

Jornalistas contam bastidores de reportagens premiadas em situações de violência e crises políticas

Abraji Talks reúne dois exemplos de trabalhos que contrariaram o ceticismo sobre o jornalismo atual e expõem crimes cometidos ou ocultados pelo Estado

Esta é a segunda edição do AbrajiTalks, que segue os mesmos padrões de depoimentos individuais do TEDTalks. Foto: Alice Vergueiro.

Por Agnes Sofia Guimarães

Na madrugada do dia 6 de janeiro de 2016, um grupo de manifestantes que acampavam em frente ao Palácio da Prefeitura de Apaztzingán (cidade mexicana com pouco mais de 120 mil habitantes) foi surpreendido por gritos de “¡Mátenlos como perros!” (Matem-os como cachorros) vindos de policiais armados e que não demoraram a atirar contra os acampados. Às vítimas, só restou a defesa com paus e armas brancas, além de rendições respondidas com execuções à queima-roupa pelos policiais. Horas depois do primeiro ataque, familiares e amigos vieram socorrer os sobreviventes quando foram vítimas de mais disparos. Ao todo, foram 16 mortos e dezenas de feridos, incluindo mulheres e crianças. 

Como o Design Thinking pode ajudar os jornalistas?

Para Adriana Garcia Martinez, processo é essencial para se entender o público alvo e o mercado em que se deseja entrar

Adriana Garcia (Orbital Mídia) fala como o design thinking pode ajudar os jornalistas. Foto: Alice Vergueiro.
Por Caroline Bueno

“É uma caixa de instrumentos para navegar a incerteza”. É assim que a jornalista e criadora do Orbital Mídia, Adriana Garcia Martinez, define o conceito de Design Thinking, que também pode ser entendido como um conjunto de estratégias amplamente utilizadas no mundo empresarial para entender melhor o modelo do negócio em que se planeja entrar.

Para Dimmi Amora, ler os clássicos é essencial para escrever reportagens de fôlego

Entre os prediletos do jornalista, estão Gabriel García Márquez e John Hersey



Por Beatriz Sanz
Em um mundo onde, cada vez mais, as informações chegam através de tweets e memes no Facebook, os jornalistas lutam para fisgar os leitores com textos mais longos, o que de acordo com Dimmi Amora não é impossível, pois as pessoas ainda se encantam com boas histórias.

"O erro é um tabu no jornalismo brasileiro", afirma Thaís Bilenky

Repórteres relatam falhas na cobertura e como os equívocos geram aprendizado sobre o fazer jornalístico

Thaís Bilenky (Folha de S.Paulo) fala sobre o que grandes jornalistas aprenderam com seus erros. Foto: Alice Vergueiro.
Por Jeniffer Mendonça

Casos emblemáticos como o da Escola Base costumam causar arrepios nas redações. O painel "Ooops! O que grandes jornalistas aprenderam com seus erros", realizado durante o 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, abordou a importância da discussão das falhas na produção de reportagens como um caminho para a aprimorar o jornalismo. 

Jornalista explica como repórteres podem aprender a interpretar e representar dados

Profissional que está à frente do Google News Lab no Brasil ensina repórteres a transformar tabelas e planilhas em mapas com o Fusion Table

Marco Túlio Pires (Google News Lab) fala sobre o Google Fusion Tables. Foto: Alice Vergueiro.
Por Matheus Moreira

O uso de dados para a construção de reportagens não é novidade no jornalismo. Com as novas tecnologias, as possibilidades se tornaram ainda mais extensas. O surgimento dos computadores e a popularização da internet nas últimas duas décadas facilitaram, ao mesmo tempo em que dificultaram, a criação de tabelas e planilhas. Hoje, códigos e programas que resolvem parte dos problemas de antes instigam profissionais da comunicação.

Mulheres jornalistas sofrem com assédio e falta de segurança no trabalho, aponta pesquisa

Levantamento qualitativo realizado por Abraji e agência Gênero e Número teve assédio moral e sexual como reclamações recorrentes entre profissionais brasileiras

Natália Mazotte (Gênero e Número), Verônica Tostes (UFRJ), Alana Rizzo (Abraji) e Maiá Menezes (O Globo) em painel sobre gênero no jornalismo. Foto: Alice Vergueiro.
Por Maria Silvia Lemos e Sheyla Melo

Embora as mulheres sejam maioria nas redações brasileiras, assédio sexual e moral, desigualdade salarial e falta de segurança no trabalho são situações recorrentes pelas quais passam as jornalistas de diferentes veículos de comunicação. Este cenário foi descrito durante a apresentação dos resultados parciais da pesquisa Mulheres na Mídia, realizada pela Abraji, em parceria com a Gênero e Número, agência independente de jornalismo de dados. 

“O que eu gostaria que tivessem me dito”: dicas para ser um bom “foca”

Para veteranos do jornalismo, curiosidade, persistência e otimismo são as principais características que formam um bom jornalista

Clóvis Rossi (Folha de S.Paulo) fala sobre o que gostaria que lhe tivessem contado quando era foca. Foto: Alice Vergueiro.
Por Luana Nunes

Para um jornalista, desistir no primeiro “não” é o maior erro. Porém, não basta apenas acreditar, tem que ser persistente e muitas vezes contar com a sorte. “Consegui meu primeiro emprego graças ao porteiro (do jornal), quando ingressei no Diário de Noticia”, relata Elvira Lobato ao iniciar a roda de conversa “O que eu gostaria que tivessem me dito quando eu era foca”, realizada durante o 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji. 



Startups de jornalismo: as dificuldades de ser seu próprio chefe

Dois dos maiores obstáculos desse tipo de empreendimento são conseguir conciliar a reduzida verba anual e a produção de conteúdo, mesmo operando sem margem de lucro


Tai Nalon (Aos Fatos) fala sobre como criar uma startup de jornalismo. Foto: Alice Vergueiro.
Por Karine Seimoha

Com as redações cada vez mais enxutas, muitos jornalistas tiveram que usar a cabeça para continuar trabalhando na área, após sair das redações de grandes jornais. No 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, realizado em São Paulo, Sérgio Spagnuolo, do Volt Data Lab, e Tai Nalon, de Aos Fatos, comandaram o painel “O que é preciso para começar uma startup de jornalismo”, em que falaram sobre as dificuldades de gerir a própria empresa.


Para Carlos Wagner, é preciso fugir dos "relatórios" da Lava Jato para combater "voto de cabresto" em 2018

Homenageado do 12º Congresso da Abraji, repórter gaúcho ressalta a importância de não se debruçar apenas sobre as teses dos juízes e delegados do caso   

Carlos Wagner, jornalista homenageado no prêmio especial da Abraji de contribuição ao jornalismo. Foto: Alice Vergueiro.
Por Cristiane Paião, Ruam Oliveira e Priscila Sanches

Ao contrário do que muitos poderiam imaginar, quando Carlos Wagner subiu ao palco na tarde desta quinta-feira (29), com toda a sua "irreverência" subiu também um outro objeto, digamos, inusitado: um pedaço de guardanapo de papel que, aliás, era o rascunho do próprio discurso de agradecimento do jornalista que faz questão de deixar bem claro o lado em que gosta de jogar, isto é, o da reportagem. Segundo ele, existem "apenas" dois lados neste mundo: o do "bem", onde estão os repórteres; e o do "mal", onde ficam os editores...

Repórter afirma que brecha no sistema eletrônico do STF entregou lista de Fachin

Jornalistas responsáveis por furos, em Brasília, compartilham seus truques para a cobertura política
Breno Pires (Estadão) e Bela Megale (Folha de S.Paulo) falam sobre os furos no caso Odebrecht. Foto: Alice Vergueiro.
Por Fidel Forato

Furos jornalísticos das grandes operações investigativas e acordos de leniência, em Brasília, vem monopolizando as pautas da imprensa, ainda mais quando o assunto é a tão especulada delação da Odebrecht. Para discutir a cobertura dessas investigações, Breno Pires, d’O Estado de São Paulo, e Bela Megale, da Folha de S. Paulo, discutem o tema no segundo dia do 12º Congresso da Abraji.


Médicos Sem Fronteiras oferece rede de apoio a jornalistas

A organização de ajuda humanitária produz material específico para auxiliar a cobertura da imprensa, agenda entrevistas internacionais e agora tem um canal direto no Twitter

Ana Lemos (Médicos Sem Fronteiras) fala sobre o Guia de Fontes em Ajuda Humanitária. Foto: Alice Vergueiro.

Por Maria Vitória Ramos

Médicos Sem Fronteiras apresentou aos jornalistas presentes no 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Abraji, toda a estrutura de apoio à cobertura da imprensa no Brasil.

Jornalistas premiados criam grupo de investigação baseado na equipe Spotlight

GDI reúne repórteres prestigiados dos principais veículos de comunicação do Rio Grande do Sul

Carlos Etchichury, Humberto Trezzi e Jonas Campos falam sobre os bastidores do Grupo de Investigação da RBS. Foto: Alice Vergueiro.
Por Aline Barbosa

Inspirado na equipe de jornalismo investigativo americana Spotlight, dez prestigiados repórteres brasileiros que atuam nos veículos Zero Hora, RBS TV e Rádio Gaúcha criaram há seis meses o Grupo de Investigação (GDI). 


Ferramentas de dados estão mais acessíveis e dinâmicas para os jornalistas

Especialistas apresentam dicas de como obter pautas a partir de bancos e planilhas para quem ainda não está familiarizado com estatísticas e programação 

Jardim Duarte (JOTA) afala sobre manuseio de grandes bases de dados através de SQL1. Foto: Alice Vergueiro.
Por Agnes Guimarães 

Com a Lei de Acesso à Informação e a disponibilidade de bancos de dados dos principais órgãos públicos brasileiros, ficou mais evidente a necessidade do Jornalismo de Dados para análises coesas e a elaboração de narrativas dinâmicas.Porém, se ao mesmo tempo existem métodos de programação e estatística mais avançados, há um público que ainda não está familiarizado com essas ferramentas mas pode utilizar técnicas mais simples. 


Para jornalista, Lava-Jato mudou o paradigma na cobertura de empresas

Âncora da CBN, Fernando Molica aponta mudança de cultura na imprensa após início da operação

Felipe Coutinho (BuzzFeed News) e Fernando Molica (CBN Rio/Abraji) falam sobre dicas e técnicas de investigação de empresas. Foto: Alice Vergueiro.
Por Maria Vitória Ramos

Para Fernando Molica, âncora da rádio CBN Rio e diretor da Abraji, a Lava-Jato foi responsável por uma mudança de paradigma na cobertura de casos de corrupção de empresas. De acordo com o repórter, a operação direcionou o interesse da imprensa a focar nas ações do corruptor - geralmente os atores privados - e não mais exclusivamente no corrompido.

Abraji lança projeto "Tim Lopes" para investigar crimes contra jornalistas

Além de revelar os bastidores dos crimes, o objetivo é dar continuidade às investigações   


Tânia Lopes, irmã de Tim, com Thiago Herdy, presidente da Abraji. Foto: Alice Vergueiro.

Por Cristiane Paião

É a ideia de um formigueiro. "Se você pisar em uma formiga, o formigueiro todo vai subir na sua perna. Então, se matarem um jornalista - ainda que lá no interior do Brasil - um grupo de repórteres da Abraji vai investigar", explica Thiago Herdy, presidente da Abraji, no lançamento do projeto "Tim Lopes" realizado nesta quinta-feira (29) na Sessão Especial do 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo. 

Vídeos para internet não precisam ser curtos, diz editor da Vox

Javier Zarracina deu dicas sobre como usar recursos gráficos em matérias jornalísticas no 12º Congresso da Abraji


Javier Zarracina (Vox) fala sobre o sucesso do vox.com. Foto: Alice Vergueiro

Por Sara Baptista

No painel "Vox.com: sucesso de público, crítica e caixa usando visualização de dados", que aconteceu nesta sexta-feira (30), Javier Zarracina afirmou que “os vídeos têm o tempo que a história precisa para ser contada”. Para o infografista espanhol e editor gráfico da Vox.com, após decidir a pauta a equipe deve desenvolver o produto tanto quanto for necessário para explicar bem o conteúdo “se precisarmos fazer uma série, vamos fazer”, afirma. Ele justificou sua opinião citando o vídeo mais longo que a Vox já produziu, sobre a guerra na Síria, que atingiu a marca de um milhão de curtidas.


Como cobrir epidemias com poucos recursos

Acesso a dados da zika e da febre amarela foram problemas na apuração das reportagens

Fabiana Cambricoli (Estadão) em palestra sobre a evolução de crianças de microcefalia. Foto: Alice Vergueiro.

As formas de contar as epidemias recentes de zika e febre amarela com orçamentos enxutos para acompanhamento próximo ganharam destaque nesta sexta, 30, na mesa “Histórias de epidemias: as vidas afetadas pela zika e pela febre amarela”, no 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Abraji.


Congresso da Abraji reúne pesquisadores para discutir tendências em jornalismo investigativo

Seminário realizado nesta sexta, 30, apresentou artigos acadêmicos de todo o Brasil relacionados ao tema


Marcelo Träsel (UFRGS/Abraji) medeia o seminário de pesquisa sobre jornalismo investigativo. Foto: Alice Vergueiro
Por Ariadny Brito

Com o intuito de aproximar a academia do mercado e expor temas focados em pesquisas de Jornalismo Investigativo, o 12º Congresso da Abraji realizou a quarta edição do Seminário de Pesquisa em Jornalismo Investigativo, nesta sexta-feira, 30. O evento contou com apresentações de artigos acadêmicos produzidos por pesquisadores selecionados através de chamada pública. 



“O jornalismo está no DNA do Twitter”, afirma o diretor do microblog

Leonardo Stamillo apontou que soluções inovadoras e novas ferramentas têm sido desenvolvidas para auxiliar na distribuição de conteúdo online

Leonardo Stamillo (Twitter) fala sobre as novas ferramentas do microblog no jornalismo. Foto: Alice Vergueiro
Por Luan Ernesto Duarte

O Twitter tem expandido o acervo de suas ferramentas para jornalistas e oferecido orientação para grandes redações sobre gestão de conteúdo. Além de usada como “um gatinho de links”, a plataforma tem se mostrado também uma solução inovadora para divulgação de material. O assunto foi apresentado no stand do Twitter, nesta sexta-feira, 30, durante o 12° Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.

Globo e Abril apostam em modelo de assinaturas digitais para financiar jornalismo

Rodrigo Perez e Luciano Touguinha, profissionais das áreas comerciais das empresas, falam sobre as saídas para a crise nos modelos de negócio do jornalismo

Luciano Touguinha (Grupo Globo/InfoGlobo) fala sobre modelos de assinaturas digitais. Foto: Alice Vergueiro
Por Daniela Arcanjo

As novas tecnologias da informação impõem um desafio às empresas tradicionais de jornalismo. Antes com um modelo consagrado de venda de espaço ou tempo em jornais impressos e telejornais, hoje os meios de comunicação precisam se adaptar ao financiamento em ambientes digitais . Como bancar o bom jornalismo?

“Delação sem prova não vale nada”, afirma ex-delegado da PF na Lava Jato

Marcio Anselmo trabalhou até o começo do ano na equipe de investigações da Lava Jato

André Guilherme (Valor Econômico) e Marcio Adriano Anselmo (Polícia Federal) discutem os bastidores da Lava Jato. Foto: Alice Vergueiro
Por Ana Carolina Marcheti


Responsável pela investigação originária do escândalo de corrupção na Petrobras, Marcio Adriano Anselmo é delegado da Polícia Federal há onze anos e saiu da Operação Lava Jato em fevereiro. Para ele, um dos papéis principais da operação, para o público em geral, foi que desde as primeiras fases das investigações as informações que antes ficavam escondidas passaram a ser democratizadas, através dos portais eletrônicos.


29/06/2017

“Não existe lobby do mal, existe crime”, defende Rizzo

Segundo a diretora da Abraji, a atividade é legal e criminalizá-la prejudicaria todo o processo democrático no Brasil

A jornalista Alana Rizzo na mesa "Lobby sem lei".  Foto: Alice Vergueiro


Por Stéfanie Rigamonti

Prática altamente regulamentada nos Estados Unidos da América, o lobby, embora seja legalizado no Brasil, ainda não possui regulamentação. Por essa razão, acaba servindo como disfarce para ações ilícitas de agentes do setor privado e para o tráfico de influências, manchando a reputação dos profissionais que atuam na área. A prática, entretanto, faz parte do processo democrático, defende Alana Rizzo, repórter e diretora da Abraji.



Fake News: como identificar notícias falsas

Medidas como checar informações e a confiabilidade de fontes podem evitar o leitor de ser enganado e compartilhar notícias falsas nas redes sociais

Carlos Eduardo (Columbia), Angela Pimenta (Projor), Luis Renato (Facebook) e Sérgio Dávila (Folha) em mesa sobre as "fake news". Foto: Alice Vergueiro

Por Karine Seimoha

As “fake news” se tornaram um verdadeiro problema para quem trabalha com jornalismo no Brasil nos últimos tempos. Graças a popularização das redes sociais, as portas da produção de conteúdo foram abertas ao público em geral e, com isso, surge uma nova questão: o compartilhamento de notícias que não correspondem à realidade. Esse foi o tema da discussão do painel “Pós-verdade, credibilidade e inteligência digital: jornalismo no fogo cruzado”, realizado durante o 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, em São Paulo. 



Diversidade racial e de gênero avança pouco nas redações, relatam jornalistas

Desigualdade se reflete na ocupação de cargos de liderança e gera discussão sobre a influência do perfil do jornalista na realização de reportagens 

Renata Moraes (ImpulsoBeta), Paula Martins (ONG Artigo 19) e Claudia Nonato (ECA/USP) falam sobre as questões de gênero no jornalismo.  Foto: Alice Vergueiro

Por Jeniffer Mendonça e Sheyla Melo

Segundo levantamento realizado em 2012 pela FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) e a Universidade Federal de Santa Catarina, as mulheres representam 65% das redações, mas não estão presentes em cargos de liderança em grandes veículos. “O jornalismo é mais um segmento que reflete que homens e mulheres estão longe de atingir um nível de igualdade”, afirmou Renata Moraes, CEO e fundadora da ImpulsoBeta, empresa de estratégia para promoção da diversidade de gênero no mercado de trabalho.


Os 5 mandamentos do freelancer bem-sucedido

O jornalista e empreendedor Alexandre de Santi compartilha seus erros e aprendizados após 10 anos fora das redações 

Veronica Goyzueta (BCReport/ABC) e Alexandre de Santi falam sobre a experiência de freelancer. Foto: Alice Vergueiro



Por Maria Vitória Ramos

Durante o consultório “Como viver de freela?”, do 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, o jornalista e fundador da Agência Fronteira, Alexandre de Santi, realizou sessão interativa com jovens jornalistas que pretendem iniciar a carreira em voo solo e profissionais já experientes em grandes redações que agora buscam se reinventar. A transformação do mercado de jornalismo é tema recorrente no evento.

Editora de ‘ITunes de notícias’ aponta caminhos para financiar jornalismo

Micropagamentos e diversidade de conteúdos fazem parte da estratégia da startup Bendle

A jornalista holandesa Jessica Best em palestra sobre o Blendle. Foto: Alice Vergueiro 


Por Fidel Forato

Entre os desafios do jornalismo na atualidade está a dificuldade em gerar uma receita viável e que seja capaz de sustentar uma redação capacitada. Numa tentativa de trazer novas alternativas para esse cenário, a editora chefe de redação da startup Blendle, Jessica Best, compartilhou suas experiências no 12º Congresso da Abraji, nesta quinta (29), em São Paulo.

Empresas aderem à gestão de governança transparente



Curso com Fernando Torres (Valor Econômico) sobre investigação de dados de grandes empresas. Foto: Alice Vergueiro

Aumentar a qualificação e romper com a resistência à liberação de dados de interesse público é um dos diferenciais de grandes empresas no cenário atual

Por Fernanda Santos e Luana Nunes

Atualmente, grandes empresas buscam cada vez mais disponibilizar suas informações por meio de portais de transparências. Porém, para quem não é familiarizado com essas ferramentas, encontrar esses dados não é tarefa fácil.

Durante o painel “Como investigar empresas com dados públicos”, o jornalista e colunista do Valor Econômico Fernando Torres tratou dos principais mecanismos para a obtenção de documentos públicos.

Em um minicurso para jornalistas, Torres explicou a importância das bases de dados de empresas e ensinou caminhos para explorá-las. Sites oficiais como o Diário Oficial e CVM (Comissão de Valores Mobiliários) disponibilizam informações com detalhes minuciosos de instituições públicas e privadas.

A Receita Federal é o site mais utilizado para pesquisar dados de corporações. Ele disponibiliza informações sobre razão social, nome fantasia, logradouro e se a empresa se encontra ativa ou não para o mercado. Porém, segundo Torres, essa busca não proporciona a quantidade de detalhes que deveria conter.

É possível encontrar nesses portais todos os relatórios referentes a essas entidades, desde nomes de sócios até processos e dividas no mercado com prazo para pagamento ou não. Já negócios menores e com pouca visibilidade no mercado de investidores não possuem essa mesma obrigação, sendo interessante para eles, porém, disponibilizarem suas informações para atrair investidores e se alavancarem no mercado que atuam.

Torres também explicou o que são as Bolsas “Nível 1”, “Nível 2” e “Novo Mercado”, que se referem às empresas mais tradicionais, e explicou como funciona esse posicionamento no mercado e como isso interfere no banco de dados de cada uma delas. Conforme o colunista, empresas recém-formadas não fazem parte dessas três listagens.

De acordo com o jornalista, o intuito de diferenciar as empresas em níveis é atrair mais investidores e espantar a desconfianças de clientes ao tornar mais claro quais dessas instituições seguem boas práticas de governança.

O 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, Mcdonald's, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo Jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, sob a orientação de coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.