30/06/2017

Congresso da Abraji reúne pesquisadores para discutir tendências em jornalismo investigativo

Seminário realizado nesta sexta, 30, apresentou artigos acadêmicos de todo o Brasil relacionados ao tema


Marcelo Träsel (UFRGS/Abraji) medeia o seminário de pesquisa sobre jornalismo investigativo. Foto: Alice Vergueiro
Por Ariadny Brito

Com o intuito de aproximar a academia do mercado e expor temas focados em pesquisas de Jornalismo Investigativo, o 12º Congresso da Abraji realizou a quarta edição do Seminário de Pesquisa em Jornalismo Investigativo, nesta sexta-feira, 30. O evento contou com apresentações de artigos acadêmicos produzidos por pesquisadores selecionados através de chamada pública. 



Segundo o mediador da sessão, Marcelo Träsel, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o número de pesquisadores em jornalismo investigativo vem aumentado nos últimos anos, o que contribui nas discussões a respeito do tema.

No evento, os pesquisadores Myrian Del Vecchio-Lima e José Fernandes, ambos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), apresentaram o estudo “Jornalismo investigativo e a criação de sentido na leitura social da cidade”. O levantamento aborda a necessidade de o jornalismo interpretar os significados do comportamento urbano levando em conta as relações comunitárias.

Já a recém-formada Mariana Noronha e sua orientadora, Paula Melani Rocha, professora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), comentaram sobre os procedimentos que caracterizam o processo de produção da reportagem investigativa. Autoras da pesquisa “O processo de produção da reportagem pela perspectiva do repórter”, Noronha e Rocha também avaliaram a sistematização dos procedimentos de apuração, destacando causas e consequências, métodos de pesquisa, busca pela fonte primária e, principalmente, o papel do repórter em todo o processo.

A aproximação entre academia e mercado, tema que representa o objetivo principal do seminário esteve contemplado no estudo “Jornalismo de dados e jornalismo econômico: intersecções, contribuições e uma proposta de manual”, apresentado pela pesquisadora da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Mariana Segala.

A estudiosa mostrou uma ferramenta online baseado no modelo e-book, criada por ela para relacionar os jornalismos econômico e de dados com as editorias de finanças e negócios. A ideia, explica Segala, é acabar com o senso comum de que repórteres não gostam de números.

O 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, Mcdonald's, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo Jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, sob a orientação de coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

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