29/06/2017

Empresas aderem à gestão de governança transparente



Curso com Fernando Torres (Valor Econômico) sobre investigação de dados de grandes empresas. Foto: Alice Vergueiro

Aumentar a qualificação e romper com a resistência à liberação de dados de interesse público é um dos diferenciais de grandes empresas no cenário atual

Por Fernanda Santos e Luana Nunes

Atualmente, grandes empresas buscam cada vez mais disponibilizar suas informações por meio de portais de transparências. Porém, para quem não é familiarizado com essas ferramentas, encontrar esses dados não é tarefa fácil.

Durante o painel “Como investigar empresas com dados públicos”, o jornalista e colunista do Valor Econômico Fernando Torres tratou dos principais mecanismos para a obtenção de documentos públicos.

Em um minicurso para jornalistas, Torres explicou a importância das bases de dados de empresas e ensinou caminhos para explorá-las. Sites oficiais como o Diário Oficial e CVM (Comissão de Valores Mobiliários) disponibilizam informações com detalhes minuciosos de instituições públicas e privadas.

A Receita Federal é o site mais utilizado para pesquisar dados de corporações. Ele disponibiliza informações sobre razão social, nome fantasia, logradouro e se a empresa se encontra ativa ou não para o mercado. Porém, segundo Torres, essa busca não proporciona a quantidade de detalhes que deveria conter.

É possível encontrar nesses portais todos os relatórios referentes a essas entidades, desde nomes de sócios até processos e dividas no mercado com prazo para pagamento ou não. Já negócios menores e com pouca visibilidade no mercado de investidores não possuem essa mesma obrigação, sendo interessante para eles, porém, disponibilizarem suas informações para atrair investidores e se alavancarem no mercado que atuam.

Torres também explicou o que são as Bolsas “Nível 1”, “Nível 2” e “Novo Mercado”, que se referem às empresas mais tradicionais, e explicou como funciona esse posicionamento no mercado e como isso interfere no banco de dados de cada uma delas. Conforme o colunista, empresas recém-formadas não fazem parte dessas três listagens.

De acordo com o jornalista, o intuito de diferenciar as empresas em níveis é atrair mais investidores e espantar a desconfianças de clientes ao tornar mais claro quais dessas instituições seguem boas práticas de governança.

O 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, Mcdonald's, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo Jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, sob a orientação de coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

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