30/06/2017

Ferramentas de dados estão mais acessíveis e dinâmicas para os jornalistas

Especialistas apresentam dicas de como obter pautas a partir de bancos e planilhas para quem ainda não está familiarizado com estatísticas e programação 

Jardim Duarte (JOTA) afala sobre manuseio de grandes bases de dados através de SQL1. Foto: Alice Vergueiro.
Por Agnes Guimarães 

Com a Lei de Acesso à Informação e a disponibilidade de bancos de dados dos principais órgãos públicos brasileiros, ficou mais evidente a necessidade do Jornalismo de Dados para análises coesas e a elaboração de narrativas dinâmicas.Porém, se ao mesmo tempo existem métodos de programação e estatística mais avançados, há um público que ainda não está familiarizado com essas ferramentas mas pode utilizar técnicas mais simples. 


Essas possibilidades foram apresentadas no 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Abraji, nos laboratórios: Truques de raspagem de dados, com Marco Túlio Pires, do Google News Lab e SQL1 – como manusear grandes bases de dados, com Guilherme Jardim Duarte, do JOTA. Em dois dias, estudantes e jornalistas aprenderam como extrair informações em programas mais acessíveis ao público em geral, desde planilhas do Google até o uso de softwares mais simples.

É importante destacar alguns passos importantes para quem deseja se aventurar pelo Jornalismo de Dados, pontos que foram destacados nos laboratórios:

1. Pergunte: Qual é a informação a ser obtida e de que forma podemos relacioná-la a outras questões? Ex.: Com qual tipo de informação ou dado estatístico podemos relacionar o aumento de acidentes de trânsito de uma cidade?

2. Como obter as informações: Qual é o banco de dados a ser consultado? Ou como realizar a raspagem de dados necessária?

3. Interprete: Ao cruzar os dados, é importante verificar as categorias escolhidas e como elas podem ser transformadas em respostas para sua pergunta inicial ou até mesmo como elas podem originar novas pautas.

No primeiro dia, o jornalista Marco Túlio, líder do Google News Lab na América Latina, apresentou os principais truques da raspagem de dados, ou como montar uma base a partir de números que muitas vezes estão encontrados de forma esparsa nos sites consultados.



No dia 30, Guilherme Duarte, editor de dados do JOTA, apresentou o SQL, um dos softwares mais utilizados para cruzamento de bancos de dados distintos, o que pode ajudar na descoberta de pautas pouco convencionais.


O 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, Mcdonald's, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo Jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, sob a orientação de coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

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