30/06/2017

Médicos Sem Fronteiras oferece rede de apoio a jornalistas

A organização de ajuda humanitária produz material específico para auxiliar a cobertura da imprensa, agenda entrevistas internacionais e agora tem um canal direto no Twitter

Ana Lemos (Médicos Sem Fronteiras) fala sobre o Guia de Fontes em Ajuda Humanitária. Foto: Alice Vergueiro.

Por Maria Vitória Ramos

Médicos Sem Fronteiras apresentou aos jornalistas presentes no 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Abraji, toda a estrutura de apoio à cobertura da imprensa no Brasil.
Fundada em 1971 por médicos e jornalistas, a MSF tem o testemunho como parte de sua estrutura e busca promover uma comunicação humana, honesta e não sensacionalista. Para isso oferece uma série de ferramentas abertas aos profissionais da imprensa. Inclusive, a própria organização agenda entrevistas com profissionais em campo espalhados pelo mundo, busca fontes e media o contato local. Em regiões onde não há outra possibilidade, disponibiliza transporte e acomodação para os jornalistas.

“Não se busca a lágrima, mas um entendimento mais profundo das questões”, afirmou a diretora de comunicação do Médicos Sem Fronteiras Brasil, a portuguesa Ana Lemos. Todas as produções jornalísticas da organização são feitas em campo: “nós só contamos o que vimos, não temos opiniões políticas”, garantiu.

O Guia de Fontes em Ajuda Humanitária, publicado gratuitamente pela organização em versão impressa e digital, sistematiza os contatos de outras organizações de assuntos relacionados à ajuda humanitária e Direitos Humanos no país e no mundo, especialistas de universidades brasileiras e até um glossário do campo. É apenas um dos materiais distribuídos por eles com o intuito de ajudar os jornalistas a ampliar e diversificar o tipo de cobertura produzida.

Na mesma linha, oferecem o que a coordenadora de relações com a imprensa de MSF-Brasil, Claudia Antunes, chamou de “upgrade à quente”. Jornalistas que buscam fugir da simples tradução das notícias das agências internacionais na cobertura de crises humanitárias podem contatar a sucursal brasileira. Aplicando sua logística de respostas emergenciais, a organização tenta conseguir entrevistas por telefone ou Skype com seus próprios profissionais ou outras fontes no local do acontecimento no mesmo dia. Inclusive, a coordenadora monitorava durante a palestra uma entrevista para uma emissora de TV brasileira com uma fonte no Iêmen.

Como forma de tentar quebrar a lentidão no fluxo de informações dentro de uma instituição do porte dos Médicos Sem Fronteiras, lançaram, na última quarta-feira (28), um canal de comunicação com a imprensa, através da conta @MSF_imprensa no Twitter. Também na internet mantém à disposição da imprensa um banco de imagens e vídeos das crises humanitárias e os projetos em que atuam. Galerias inteiras feitas por grandes fotógrafos internacionais muitas vezes são cedidas ao banco, que contém um material rico, atualizado e gratuito.

O 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, Mcdonald's, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo Jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, sob a orientação de coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

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