01/07/2017

Nova plataforma promete facilidade na busca por dados do sistema prisional

Conectas e ASK-AR anunciam o projeto Carceirópolis, que será um banco de dados sobre as prisões brasileiras
Haydée Svab (ASK-AR) fala sobre como trabalhar com dados sobre sistema prisional. Foto: Alice Vergueiro.
Por Julia Martins

O projeto Carceirópolis busca organizar e disponibilizar os dados sobre o sistema prisional no Brasil. A iniciativa foi divulgada no laboratório “Onde encontrar e como interpretar dados do sistema prisional”, ministrado por Haydée Svab e Diego Rabatone, da ASK-AR (Analysis of Social Knowledge - Associated Researchers), e Laura Daudén, da Conectas Direitos Humanos, neste sábado, 1, durante o 12o Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Abraji.

Resultado de uma colaboração entre as duas organizações, o projeto pretende que os dados do sistema prisional estejam totalmente acessíveis à população, ao contrário do que acontece hoje no banco de dados do Ministério da Justiça. A proposta, que vem em forma de site, quer minimizar as deficiências das informações fornecidas pelo governo, como a falta de padronização e falhas na metodologia.

A demanda por informações claras e precisas, principalmente por parte de jornalistas, fez com que o site fosse idealizado. O projeto, que ainda está em construção e não tem previsão de lançamento, objetiva dar mais clareza às informações disponíveis. Além de dados brutos, a plataforma terá publicações, banco de especialistas no tema e processos de padronização, dicionário de dados, avaliação de qualidade e análises.

Os métodos de análises são a peça chave da ação, já que, segundo Haydée, “o site é de dados, mas é feito para pessoas”. Para ela, Laura e Diego, o principal objetivo da plataforma é fornecer dados abertos, para que os leitores tenham um olhar crítico sobre eles. Durante o laboratório, as observações do processo analítico foram feitas sobre tópicos como a necessidade das prisões provisórias, a superlotação carcerária e o aumento da taxa de encarceramento no Brasil.

O laboratório faz parte de uma série de atividades realizadas no âmbito do Congresso da Abraji, que buscam instrumentalizar os jornalistas para o uso de bases de dados. Para os profissionais da área, as bases, principalmente as públicas, podem se tornar importantes fontes e aliadas para a construção de boas matérias. No entanto, a análise dessas informações requer preparo.




O 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, Mcdonald's, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo Jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, sob a orientação de coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

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